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O Sindjufe-BA esteve em Feira de Santana nesta terça-feira (7) , para a construção do Calendário Nacional que prevê paralisação no dia 13 de agosto. A Bahia já aprovou indicativo de paralisar nesse dia e a definição ocorrerá na próxima Assembleia Geral.

A dirigente Denise Carneiro visitou colegas do TRE-BA, TRT5 e JFBA. Em todos os órgãos, apresentou o cenário nacional da mobilização, com destaque para a reestruturação das carreiras e a derrubada do veto 45, além de ouvir e discutir demandas específicas de cada ramo da Justiça.

Com a visita, o sindicato leva o debate das carreiras para o interior do estado. Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, foi a primeira parada dessa agenda. Lá foi feito o convite para participação das Assembleias Setoriais dos dias 14 (JF), 16 (TRT5) e 18 (TRE).

No TRE-BA, um dos principais assuntos foi a segurança dos colegas em ano eleitoral. O sindicato já solicitou à presidência mais segurança para os trabalhadores. Também pediu a realização de uma palestra sobre violência política de gênero, como medida preventiva para as eleições de outubro, mas até agora não teve retorno. O Sindjufe-BA está atuando em diversas pautas em defesa dos servidores deste Órgão.

No TRT5, Denise destacou a conquista da pausa de 10 minutos a cada 50 trabalhados, para que os servidores tenham direito à desconexão e preservem a saúde. Os colegas também manifestaram insatisfação com a decisão da administração de suspender o expediente por questões técnicas, mas manter duas pessoas de plantão nas Unidades, quando se poderia colocar gravação para informar o público.

O combate ao assédio ocupou parte importante da conversa. A dirigente reforçou que o Sindjufe-BA mantém uma campanha permanente sobre o tema, que tem canal de denúncia e, a partir do relato, promove os encaminhamentos necessários com apoio da coordenação jurídica e preservação do denunciante.

Adequação estrutural

Já na JFBA, foram debatidos o atraso no pagamento dos passivos de quintos e a cobrança do Sindjufe-BA por justiça orçamentária e isonomia entre os ramos do PJU. Os colegas também relataram preocupação com o quadro reduzido de servidores nas varas e com a desigualdade no quantitativo de processos. Entre as reivindicações estão a criação de novas unidades, convocação de aprovados em concurso e a criação de cargos compatíveis com a necessidade de cada unidade.

O Sindjufe-BA lembrou que há anos reivindica adequação estrutural de acordo com quantidade de processos, criação de cargos e nomeação de concursados, mas que não vislumbra essa vontade nas cúpulas do judiciário. Problemas enfrentados nas unidades do interior não são exclusivos de cada órgão, mas atingem a todos nas suas especificidades.

“A sobra de R$ 7,3 bi após o STF suspender os penduricalhos poderia ser utilizada para reestruturar as carreira e nomear mais servidores, mas as cúpulas estão se movimentando para recuperar esse valor apenas para eles”, afirmou Denise. A dirigente defendeu que a categoria tem como única opção a luta com greve, por direitos, reestruturação das carreiras, condições de trabalho e proteção à saúde.

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Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência

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