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O Sindjufe-BA se reuniu nesta quarta (10) com a presidente do TRT5, desembargadora Ivana Magaldi, para solicitar a suspensão do expediente no dia 22 de junho e a liberação do elevador exclusivo de magistrados no Fórum 2 de Julho, sede do órgão. Participaram pelo sindicato a dirigente Denise Carneiro e os dirigentes Sandro Sales, Sérgio Liberato e Marcos Pinto. A presidente foi assessorada pelo juiz auxiliar Murilo Sampaio e pelo gestor de metas do Tribunal, juiz Joalvo Carvalho Filho. As duas solicitações foram negadas pela administração.

O sindicato retomou o tema da suspensão do expediente no dia 22/6, argumentando que a data antecede o São João, um dos períodos de maior deslocamento de pessoas na Bahia. Os dirigentes reivindicaram o respeito a essa forte tradição no estado e a importância da data para encontrar familiares e participar das celebrações tradicionais em outras cidades.

A presidência do TRT5 negou o pedido sob a justificativa de que se trata de um dia útil e de que a suspensão pode impactar o funcionamento do Tribunal, diante do elevado volume de processos e da redução do quadro de servidores. Ante à insistência do Sindicato, a desembargadora indicou que não se opõe que os setores se programem, desde que mantenham a unidade aberta.

O Sindjufe-BA apresentou recurso, que será apreciado pelo Órgão Especial na próxima segunda-feira (15), às 13h.

Elevador e Mesa de Negociação

Outro tema tratado na reunião foi a restrição de uso de um dos elevadores do edifício-sede 1 aos magistrados. A administração manteve a medida, afirmando que segue orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e TST e que atende a protocolos de segurança institucional.

Durante a reunião, a desembargadora destacou o histórico do TRT5 no combate a diferentes formas de discriminação. A dirigente Denise Carneiro relatou que o sindicato tem recebido diversas reclamações de servidores que se sentiram constrangidos ao utilizar o equipamento, sendo orientados a deixar o elevador em algumas situações. “Com todo respeito, a partir do momento em que o uso de algo que deveria ser comum a todos, por se tratar de um órgão público, fica restrito a alguns, isso acaba, sim, sendo discriminatório”.

Leia carta aberta do sindicato sobre elevador

A dirigente destacou que a preocupação é ainda maior diante do histórico do Tribunal de combate às discriminações e de respeito à legislação e aos segmentos mais vulneráveis. Na mesma oportunidade, reivindicou que a administração discuta a existência de banheiros privativos nas unidades.

O dirigente Sérgio Liberato sugeriu que o Tribunal avalie alternativas para reforçar a segurança sem impedir o acesso de servidores ao elevador. Já o dirigente Sandro Sales solicitou que o assunto volte a ser debatido em uma reunião da Mesa Permanente de Negociação. A proposta foi acolhida pela presidente do TRT5, que concordou em retomar a discussão em um espaço específico de diálogo entre a administração e os representantes da categoria.

Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência

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