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O terceiro dia da 25ª  Plenária Nacional, que acontece em Salvador, concentrou debates sobre reestruturação de carreira e organização sindical, antes de iniciar a leitura e aprovação das propostas de resolução. 

A mesa sobre estratégias de atuação para a reestruturação das carreiras contou com a presença da presidente do Sisejufe, Lucena Pacheco, do economista Jean Peres e do servidor do TRT-2, Fabiano dos Santos. 

Jean Peres lembrou que os servidores acumulam perdas de 23% em relação a janeiro de 2019 e defendeu que é preciso abrir a “caixa preta” do orçamento do Judiciário. “É preciso saber, de fato, como o orçamento pode ser apropriado pelos servidores, criando capacidade orçamentária para fazer a reestruturação. Com os penduricalhos, temos uma janela histórica”.

Fabiano ressaltou que a agenda atual da institucionalidade é a reforma administrativa. “Essa é a proposta de carriera que existe para o conjunto do funcionalismo. A administração não quer nos dar nada. Tudo que o STF encaminhou foi distinto do que foi discutido no Fórum de Carreira”. 

A importação de modelos da iniciativa privada para o serviço público foi criticada por Lucena. “O serviço público não está orientado ao lucro, mas sim servir à população. Não estamos orientados ao lucro. Essa lógica de aumentar a produtividade está fragmentando a solidariedade entre nós. Isso é o que acontece quando se criam essas gratificações todas. Temos força para fazer e não podemos mais deixar para lá”.

Durante o debate, Sandro Sales, dirigente do Sindjufe-BA, falou da necessidade de uma mobilização mais efetiva por parte dos servidores. “O movimento sindical se constrói através de mobilização permanente. E nós estamos aqui dando voltas. Existe uma inércia na Fenajufe no movimento sindical. Para derrubada do veto e reestruturação da nossa carreira, nós precisamos de greve”. 

Ainda durante a manhã, foram prestadas as contas da Fenajufe no período de abril de 2025 a abril de 2026. 

Já pela tarde, a mesa “Organização Sindical, Unidade da Categoria e Fortalecimento da atuação nacional” contou com diferentes correntes sindicais: Alfredo Santos Jr. (CUT/BA), Luciana Carneiro (CSP/Conluta) e João Paulo Ribeiro (CTB).

Alfredo defendeu que a classe trabalhadora precisa atuar de forma conjunta.”Quanto a gente começa a identificar o que nos une, a gente percebe que o inimigo de classe não está entre nós. Podemos ter divergências internas, mas precisamos estar juntos no que nos une” 

Alguns servidores, no entanto, tem resistência até mesmo a se enxergar como trabalhador, como lembrou Luciana. “Não podemos fingir que somos uma casta. Nós somos sim da classe trabalhadora e portanto é preciso fazer parte da nossa organização e da nossa luta defender pautas como o fim da escala 6×1.Precisamos sair da luta protocolar para a luta efetiva”. 

João Paulo Ribeiro também fez coro à importância da unidade. O sindicalista defendeu ainda a luta pela aprovação do projeto de lei 1893/2026, que pretende regulamentar o direito à negociação coletiva no setor público. 

No final da tarde, teve início a plenária final, que irá estabelecer metas e planejamentos para a carreira. Assim que possível, iremos divulgar as resoluções. 

Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência 👊🏽

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