Sindjufe-BA repudia onda de violência bolsonarista e cobra punição dos responsáveis
A violência política no Brasil se agravou após a derrota de Flávio Bolsonaro, em uma escalada que o Sindjufe-BA repudia. Até quarta (28), o governo federal registrou 45 casos, com 47 vítimas e dez mortes, três de indígenas. Há relatos de agressões, atropelamentos intencionais, tiros e violência policial. Flávio fugiu para os Estados Unidos, acusou fraude eleitoral sem provas e se autoproclamou presidente, numa postura que pode inflamar ainda mais seus apoiadores.
Os ataques atingem também políticos, militantes e trabalhadores que votaram no presidente Lula. Há denúncias de assédio e demissões por escolhas eleitorais, listas de boicote a estabelecimentos comerciais e até médicos anunciando tratamento discriminatório a petistas. Uma vereadora foi agredida em Minas Gerais. Comunidades indígenas sofrem ameaças, agressões e assassinatos. No Mato Grosso do Sul, um servidor chegou a sugerir o envenenamento da água de uma aldeia. São manifestações graves de racismo, preconceito e violência.
E os fatos não são isolados. Em 2018, o mestre Moa do Katendê foi assassinado a facadas, em Salvador, por um bolsonarista revoltado com seu voto em Fernando Haddad. Em 2022, o dirigente do PT Marcelo Arruda foi morto por outro apoiador de Bolsonaro, que invadiu sua festa de aniversário no Paraná. Essa violência tem raízes no discurso de uma família que exalta a ditadura militar e torturadores, defende que o armamento seja tão simples quanto obter uma carteira de motorista e naturaliza armas até nas mãos de crianças. Flávio Bolsonaro também é investigado por envolvimento com milícias.
Não aceitar uma derrota eleitoral por meio da violência é incompatível com a democracia. Se essa é a reação fora do poder, como agiriam se estivessem governando? O Sindjufe-BA exige a apuração rigorosa dos crimes, a proteção das vítimas e a punição dos responsáveis. Que a derrota do bolsonarismo represente também o fim dessa cultura de ódio e autoritarismo, para que episódios como esses nunca mais se repitam no Brasil.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência