Sindjufe-BA repudia condenação de Zé Maria e se posiciona contra o genocídio do povo palestino
O Sindjufe-BA repudia a decisão da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que condenou o presidente e fundador do PSTU, Zé Maria, a 2 anos de prisão em regime aberto, enquadrando sua fala como racismo. A sentença, assinada pelo juiz Massimo Palazzolo, tem como base um discurso de 2023, quando o dirigente afirmou ser legítima a reação palestina à violência imposta pelo Estado de Israel e defendeu o fim de um modelo que considera genocida.
Na ação movida pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), a pena foi convertida em pagamento de 10 salários mínimos a uma entidade social e à prestação de serviços à comunidade, e o partido já anunciou que irá recorrer. O Sindjufe-BA se solidariza e reafirma que criticar o sionismo não é racismo nem ataque ao povo judeu, mas posicionamento político diante de um regime mundialmente denunciado pela violência. Como afirmou Zé Maria, que já concorreu quatro vezes à Presidência da República, “dizer que o Estado de Israel tem que acabar é o mesmo que dizer que o apartheid na África do Sul tinha que terminar”, ou seja, é a defesa do fim de um regime, não de um povo.
A decisão reconhece que criticar o Estado de Israel, por si só, não configura racismo, mas entende que houve extrapolação ao tratar como legítima a reação palestina. Para o Sindjufe-BA, esse tipo de interpretação reforça um cenário de silenciamento de vozes críticas às ações de Israel e de criminalização da solidariedade ao povo palestino. Diante de mais de 70 mil mortos em Gaza, em sua maioria mulheres e crianças, o Sindicato reafirma que denunciar essas violações é um dever político e humanitário e que isso não pode ser tratado como crime em um país democrático como o Brasil.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência