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Em Assembleia Geral realizada neste sábado (9), os servidores do PJU na Bahia reiteraram a decisão de que o lugar para discutir questões de carreira da categoria é na Plenária, com participação da base, e não no CDE (Conselho Deliberativo de Entidades).

Por unanimidade, os trabalhadores manifestaram-se contrários a qualquer proposta que ataque os direitos da categoria, pondo em risco a jornada, como a recente tentativa de “viabilizar a gestão por resultados mediante iniciativas que equiparem produtividade e qualidade das entregas a cumprimento de jornada”, como indicado pela administração na inclusão do inciso VII ao caput do Art. 10-B. A posição do Sindjufe-BA na reunião do CDE, que será realizada nesta terça (12), é a de negar o método e mérito da proposta.

A reunião aconteceu presencialmente na sede do sindicato e também online, com transmissão pelo Zoom. Antes da realização da assembleia, houve um rico debate sobre carreira com a participação dos servidores Fabiano dos Santos, Analista de TI do TRT2 e ex-coordenador-geral da Fenajufe por duas gestões, e Luciana Carneiro, técnica judiciária do TRF3 e atual coordenadora-geral da Fenajufe.

Fabiano dos Santos reforçou que os servidores do PJU já definiram em Belém, em 2023, a proposta de carreira que desejam, posição reafirmada na Plenária de Natal, em 2024. “A categoria já sabe o que quer. As administrações também já têm sua proposta, é a Reforma Administrativa, que é o oposto do que a gente busca. E aí temos uma aberração que é a Federação [Fenajufe] defendendo que não se pode criticar as administrações, que precisamos ter responsabilidade… Isso é um equívoco. Não temos que ceder aos mecanismos criados para restringir nossos direitos. Temos que reivindicar nossa proposta na íntegra”.

O servidor defendeu que a categoria precisa de espaços reais de negociação com o STF. “Nós só vamos fazer com que se avancem nossos direitos se a categoria estiver mobilizada, com força de pressão diante das administrações”.

Adoecimento e assédio

Luciana Carneiro, por sua vez, concentrou sua fala na proposta da administração de viabilizar a gestão por resultados. “Isso é algo muito sério. Os servidores terão que alcançar metas cada vez mais altas, para que os magistrados recebam adicionais. Essa medida só irá causar mais adoecimento e assédio aos servidores. Precisamos respeitar as decisões da base, que desde 1994 discutem a redução da jornada sem redução de direitos. A Federação, nesse sentido, tem cumprido um triste e infeliz capítulo na nossa história”.

A dirigente Denise Carneiro, que presidiu a mesa da reunião ao lado do também dirigente Sandro Sales, ressaltou que é a vida dos servidores que está em jogo. “Não podemos aceitar qualquer discussão que retire direitos consagrados, como está acontecendo agora. É a velha ordem da produção valendo mais do que a nossa saúde, nossa vida, e mantendo os privilégios para a cúpula”.

Denise e Sandro defenderam que qualquer proposta precisa ser discutida e decidida pela base. “É absurdo que às vésperas da realização da Plenária de Salvador sejam realizadas reuniões do CDE acatando prazos das administrações e negando a ampliação do debate com participação da categoria”, disse Sandro.

Servidor da Justiça Federal, Jailson Lage participou da Assembleia e também defendeu que as decisões sejam tomadas pela base. “A gente está aqui discutindo uma gratificação por desempenho, quando deveria estar discutindo a redução da jornada para 30 horas. Eles não querem que a gente participe, querem decidir por nós. A nossa proposta tem que ser de levar esse debate para a Plenária, e não para o CDE”.

Espaço de luta da categoria

A Plenária de Salvador será realizada entre os dias 4 e 7 de junho de 2026. Fabiano ressaltou a importância de que o evento esteja à serviço dos processos de construção de luta rumo à reestruturação das carreiras, e não de disputa entre concorrentes. “Temos que posicionar a nossa Federação para que ela de fato construa esses processos”.

Luciana também reiterou a importância de agir para que a Plenária não se transforme num “ringue”. “Não podemos permitir que nossas colegas Denise Carneiro e Eliana Leocádia, que votaram de acordo com suas bases, tenham seus mandatos cassados apenas porque não compactuaram com o circo armado no Fórum”, disse, em referência à reunião que discutiu o reajuste da categoria.

Sandro chamou os trabalhadores da Bahia para a luta. “Não vamos permitir que uma Plenária em Salvador venha a cassar o mandato de Denise Carneiro. Vamos para a luta, porque é na luta unitária que os trabalhadores mostram a sua força!”, disse, sendo muito aplaudido, com declarações de apoio no chat da Sala Zoom.

Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência

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