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Em assembleia geral realizada na tarde desta quarta (27/5), os servidores do PJU na Bahia defenderam que a reestruturação das carreiras, com participação das representações da categoria, deve ser o instrumento para atualizar os processos de trabalho e remuneração, e que deve haver respeito à jornada. Os trabalhadores também pactuaram que qualquer proposta de Gratificação de Desempenho seja discutida com a categoria. Durante a reunião, os servidores também debateram a GAACTA, nova gratificação para CJs dos Tribunais Superiores. A proposta foi contestada pelos presentes.

A assembleia aprovou ainda a realização de um debate entre os dois maiores coletivos da Fenajufe, o “Democracia e Luta” e o “Lutafenajufe”, a ocorrer neste sábado (30), das 9 às 11h, com transmissão pelo Zoom. 

Defesa dos mandatos

O encontro foi conduzido por Sandro Sales, dirigente do Sindjufe-BA. Sandro protestou contra a tentativa de cassar os mandatos das dirigentes Denise Carneiro, do Sindjufe-BA, e Eliana Leocádia, ex-dirigente do Sitraemg, durante a Plenária de Salvador, que será realizada entre os dias 4 e 7 de junho. “Essa reunião da comissão de ética será a coisa mais vergonhosa da Plenária. Estamos sendo atacados e vamos, com todos os meios, defender o mandato da Bahia na Fenajufe. O que eles fizeram naquele episódio foi tentar destruir a imagem de uma sindicalista. Qualquer um aqui pode ser o próximo”.

No ano passado, durante reunião do Fórum de Carreira, Denise e  Leocádia se abstiveram na votação realizada, seguindo as deliberações nacionais e a das suas bases locais. Na ocasião, dirigentes da corrente majoritária da Fenajufe impuseram a ambas a culpa pela derrota da campanha salarial, com a falsa narrativa de que os servidores poderiam obter ali um aumento de 16%, algo que jamais foi cogitado pelas administrações, que sempre afirmaram que seria 8% no VB. Em seguida à votação, o STF desconsiderou a proposta, enviando o índice de 24% para o Congresso Nacional, a serem pagos em três anos.

A servidora aposentada Selma Coelho, presente na reunião, se declarou “extremamente indignada” com a possibilidade de cassação de Denise durante a Plenária da Bahia.  A gente tem que entender que se ficarmos numa posição omissa, estaremos abrindo precedentes para todo tipo de absurdo e ilegalidade. Nós temos que agir. E o momento de agir é na Plenária. Conclamo a categoria a que se faça presente”. 

Lúcia Martins, servidora do TRT5, apresentou um manifesto do seu coletivo em defesa do mandato eleito pela chapa do Lutafenajufe. A carta será divulgada em breve.

Mobilização para garantir o veto 45 e a reestruturação de carreira

Durante o encontro, os servidores também defenderam a derrubada do veto 45 e a instauração de uma mesa de negociação paritária com poder de decisão para implementar a reestruturação das carreiras. 

O servidor da Justiça Federal Gilvan Nery ressaltou a importância da mobilização das bases. “Precisamos mostrar que não estamos satisfeitos e construir uma unidade interna”. 

Albanir Bezerra, também servidor da JF, afirmou que o Fórum de Carreira foi criado pela administração apenas para “conter”  a categoria. “Nós caímos num engodo. A Fenajufe não pode ficar de joelhos diante do Fórum. Se for assim, é melhor que os sindicatos que estão se sentindo prejudicados se desfiliem”.

O Sindjufe-BA defende a construção de um processo de mobilização como única forma de alcançar as demandas da categoria. “Nossos planos de carreira só foram conquistados com greves. Não há outra forma. É preciso ter a coragem de dar o primeiro passo!”, disse Denise.

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