Pular para o conteúdo

O avanço da violência contra mulheres no país abriu a discussão da live “Emancipação civil e política para enfrentar as violências contra as mulheres no Brasil”, realizada pelo Sindjufe-BA por meio do Núcleo de Combate às Opressões. A atividade integrou a agenda de março do sindicato, que também participou da marcha Mulheres Vivas, em Luta e Sem Medo, em Salvador. A gravação está disponível na TV Sindjufe BA, no YouTube. Confira, conheça, não se omita

O Brasil registra o maior índice de feminicídios dos últimos dez anos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O dado atravessou o debate e apareceu nas perguntas e comentários do público durante a transmissão. Os participantes relacionaram esse cenário a estruturas sociais marcadas por desigualdades de gênero, raça e classe.

Na mediação da live, a dirigente Denise Carneiro destacou o papel histórico das lutas das mulheres. “O feminismo surge justamente como antídoto para o machismo. O machismo é a doença: é ele que mata, que destrói, que violenta, que agride mulheres e até as nossas crianças”, afirmou.

A pesquisadora Zilmar Alverita situou o debate na história das lutas femininas e do movimento de trabalhadoras. “O 8M é memória, é continuidade de lutas históricas e também disputa de futuro”, disse, lembrando que a data nasceu da organização de mulheres socialistas e da luta por direitos no mundo do trabalho.

Já a pesquisadora e ex-dirigente do Sindjufe-BA Janiere Portela direcionou a discussão para a presença das mulheres na política e nos espaços de decisão. Segundo ela, enfrentar a violência também passa por ampliar a participação feminina onde se definem políticas públicas. “Precisamos ocupar os espaços de poder e disputar decisões. Quando as mulheres estão nesses lugares, a agenda da sociedade também muda”, afirmou.

Responsabilidade masculina

Na sequência do debate, o dirigente Gesner Braga apresentou dados do relatório “Retrato dos Feminicídios no Brasil” (2025), publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao comentar os dados, Gesner destacou que o estudo ajuda a compreender como determinados comportamentos socialmente estimulados entre homens resultam em violência. Segundo o relatório, mais de 90% dos feminicídios são cometidos por homens do círculo familiar e 66% ocorrem dentro da própria casa da vítima. “Essa ideia de ser um ‘machista em desconstrução’ às vezes vira desculpa. O que precisamos é enfrentar e constranger o machismo”.

Encerrando a rodada de falas, o psicólogo e dirigente Sandro Sales chamou atenção para o papel masculino no enfrentamento da violência de gênero. “Nós, homens, precisamos estar aqui, não apenas falando, mas também agindo contra essa realidade”, disse. O sindicato prepara um encontro voltado exclusivamente aos homens para discutir a relação entre violência e a masculinidade tóxica.

A luta pela vida das mulheres é também a luta do Sindjufe-BA! Filie-se!

Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência

Fique por dentro do nosso trabalho

Preencha o formulário e assine nosso Boletim Eletrônico para receber atualizações sobre a SINDJUFE-BA.

Veja nossa política de privacidade. Este site é protegido pelo reCAPTCHA e, por isso, a política de privacidade e os termos de serviço do Google também se aplicam.

Formulário submetido com sucesso.