Plenária Nacional antecipa julgamento do Conselho de Ética e aprova proibição da presença de ouvintes na reunião
Nesta quinta (4/5), durante abertura da Plenária Nacional, em Salvador, a maioria dos delegados presentes aprovou proposta de dirigente do campo D&L/CUT, maioria na Fenajufe. Assim, foi antecipado o julgamento da Comissão de Ética contra as dirigentes Denise Carneiro e Eliana Leocádia para esta sexta, às 9h, e foi proibida a presença de ouvintes na reunião, a maioria da Bahia.
A princípio, a reunião aconteceria no sábado, 6, às 10h. Com a decisão, o processo de defesa é mais uma vez cerceado. Sequer o parecer da Comissão foi divulgado às partes.
Foi um verdadeiro golpe dentro do golpe. Desde o início, o processo, que já dura um ano, foi marcado pelo caráter político do fato, num mecanismo para calar opositores. Com decisões como essa, alijadas da base, Denise alertou para o risco de que sindicatos saiam da FENAJUFE, dentre eles a Bahia.
Ironicamente, a Plenária foi iniciada com uma homenagem ao caboclo, símbolo da resistência popular do povo baiano nas lutas pela Independência. A solenidade de abertura, que reuniu cerca de 300 representantes de servidores do PJU e MPU de todo o país, foi conduzida por Soraia Garcia, Edson Mouta e Luciana Carneiro, da coordenação-geral da Fenajufe, e por Denise, dirigente do Sindjufe-BA, sindicato anfitrião da Plenária.
Luciana Carneiro ressaltou que este é um momento para discutir os grandes temas da categoria e chamou atenção para combater qualquer tipo de assédio. “Estamos envergonhados diante de tanto mico que temos passado nos eventos da Fenajufe. Vamos fazer uma Plenária sem discriminação. Fica a dica: respeito é bom e todo mundo gosta”.
Antes de iniciar sua fala, Denise apresentou um vídeo com imagens de diversos atos e manifestações promovidos pelo Sindjufe-BA ao longo dos últimos anos. Denise chamou toda a diretoria do sindicato para acompanhá-la na mesa e fez uma forte defesa do respeito às deliberações da base, algo que guia as ações da Bahia. “Vamos em busca do que interessa, que é a reestruturação da nossa carreira. Nossos adversários não estão aqui. Vamos ao enfrentamento com unidade nacional”.
Na sequência, foi feita a leitura do regimento interno do evento, com apresentação de destaques das delegações.O Sindjufe-BA, a Sintrajud e outros sindicatos se opuseram à não participação de ouvintes na reunião da comissão de ética. Fabiano dos Santos, do Sintrajud, defendeu que esse é um momento de lutar pelas demandas da categoria, e não promover uma “caça às bruxas”.
No fim da tarde, as Filhas de Gandhy encantaram os servidores com uma apresentação vibrante, organizada pelo Sindjufe-BA.
Já durante a noite, aconteceu a mesa “Opressões e avaliação de políticas de equidade, inclusão e interseccionalidade como eixos estruturantes da luta sindical”, que contou com as presenças de Jandyra Uehara, Sara York, Maria Madalena Nunes e Jennifer Farias de Souza.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência 👊🏽