Mobilização de 13 de agosto reúne servidores do interior em reunião do Sindjufe-BA
A mobilização rumo ao Dia Nacional de Paralisação, em 13 de agosto, foi o tema principal da reunião online realizada pelo Sindjufe-BA na segunda (27), com servidores do interior do estado. O encontro reuniu colegas dos diferentes ramos do PJU para atualizar o calendário nacional, tirar dúvidas sobre o movimento e debater pautas locais.
Ao fazer um balanço da campanha pela reestruturação, a dirigente Denise Carneiro criticou o funcionamento do Fórum de Carreira. “Estamos há três anos atrelados a um fórum de enrolação, porque é isso o que ele é. O AQ é resultado direto das greves e da mobilização da categoria, não de reuniões de cúpula”.
A dirigente também lembrou que a decisão do STF que limitou os chamados “penduricalhos” da magistratura aponta para uma economia anual estimada em R$ 7,3 bilhões, enquanto a recomposição de 8% para os servidores representa impacto de cerca de R$ 1,5 bilhão. “Eles pararam o debate justamente porque a magistratura quer recuperar esse orçamento. Isso demonstra que o Fórum é apenas um espaço de conversa. Não é Mesa de Negociação.
Durante a reunião, os participantes discutiram a construção da paralisação nacional de 13 de agosto e destacaram a importância de ampliar a mobilização nas unidades do interior. Servidores defenderam que o sindicato intensifique o diálogo com colegas que ainda têm dúvidas sobre o movimento, especialmente em relação ao direito de greve e à compensação das horas paradas. O tema foi abordado na última semana em Live do Jurídico promovida pelo Sindjufe-BA.
Demandas da categoria
Também entraram na pauta o plano de autogestão em saúde, as propostas de transformação de Funções Comissionadas (FCs) em Cargos em Comissão (CJs) para assessores de magistrados, os riscos de vincular produtividade à jornada de trabalho e outros temas de interesse da categoria.
Ao longo deste mês, o Sindjufe-BA percorreu diversas regiões do estado para dialogar com a categoria e fortalecer a mobilização rumo à paralisação nacional. A agenda incluiu visitas às unidades de Feira de Santana, Alagoinhas, Catu, Camaçari e, mais recentemente, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Jacobina. Os debates realizados nas reuniões com servidores do interior e nas passagens pelas unidades servirão de base para a Assembleia Geral de 4 de agosto, quando serão definidos os últimos encaminhamentos da mobilização na Bahia.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência