Sindjufe-BA denuncia “sistema de dívida”, que sangra cofres públicos e prejudica servidores
O Sindjufe-BA participou do III Encontro Estadual dos Servidores da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) com uma análise sobre o orçamento público e o sistema da dívida. A fala aconteceu nesta quarta (18), na palestra magna “Valorização do Servidor, Participação e Fortalecimento da Gestão Pública”, apresentada pela dirigente Denise Carneiro, de forma virtual, marcando a atuação do sindicato no Núcleo Baiano pela Auditoria Cidadã da Dívida Pública (ACD). O encontro segue até o dia 20 de março, na cidade baiana de Paulo Afonso.
Denise fez uma contextualização histórica da dívida pública no Brasil e sua relação com o modelo econômico desenhado pelas elites do países chamados “de capitalismo periférico”. “Essa dívida não é um fenômeno recente. Ela vem sendo construída desde a independência, teve aumento de U$ 3,2 bi para US$ 105 bi na ditadura empresarial militar e segue alimentada por mecanismos que favorecem o sistema financeiro”. A dirigente lembrou que, em 2025, a dívida pública alcançou cerca de R$ 8,6 trilhões e consumiu mais de R$ 2 trilhões só em juros e amortizações, dinheiro sequestrado da máquina pública comprometendo os serviços e benefícios ao povo brasileiro e desvalorizando servidores públicos.
Denise fez uma contextualização histórica da dívida pública no Brasil e sua relação com o modelo econômico do país. “Essa dívida não é um fenômeno recente. Ela vem sendo construída desde a colonização, passa por momentos como a ditadura empresarial militar e chega aos dias atuais sustentada por mecanismos que favorecem o sistema financeiro”. A dirigente lembrou que, em 2025, a dívida pública alcançou cerca de R$ 8,6 trilhões e consumiu mais de R$ 2 trilhões em juros e amortizações.
A palestra magna citou a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida Maria Lúcia Fattorelli para explicar o chamado “sistema da dívida”. Segundo Fattorelli, esse sistema retira recursos do orçamento público, dinheiro que poderia ser destinado a áreas como saúde, educação e meio ambiente, mas é direcionado de forma contínua ao setor financeiro. “Não somos contra tomar empréstimos. O problema é quando a dívida cresce sem contrapartida real para a população”, destacou Denise.
Auditoria cidadã
Entre os mecanismos apontados pela dirigente do Sindicato estão a priorização do pagamento da dívida no orçamento, altas taxas de juros, emissões acima dos vencimentos, salvamento de bancos e a incorporação de dívidas privadas ao setor público. Ao tratar dos impactos dessas medidas, Denise também relacionou o tema às reformas administrativas e ao desmonte do serviço público e alertou que todas as reformas seguem a cartilha do Banco Mundial.
O Sindjufe-BA tem atuado diretamente na mobilização da categoria contra todas as reformas administrativas, com ações realizadas desde o primeiro projeto, atuou pandemia contra a PEC 32 e, mais recentemente, em atos no aeroporto de Salvador, em 2025, contra a PEC 38. “É o sistema que drena recursos do Estado para o rentismo que não admite um País como o Brasil ter um serviço público gratuito e universal como o nosso!”. Ela lembrou da Lei de Responsabilidade Fiscal, da PEC do Teto e do Arcabouço Fiscal com imposição de “austeridade fiscal apenas para a máquina pública, nunca para banqueiros!”. Como resultado, asfixiamento de serviços como saúde, educação, previdência e também sobre o meio ambiente”.
Ao relacionar o tema com a área ambiental, a dirigente apontou o descompasso no orçamento. “Enquanto a gestão do meio ambiente recebe cerca de 0,39% dos recursos, quase metade do orçamento segue destinada à dívida. Se a gente não enfrentar esse sistema, não vai ter saída. É preciso resistir e exigir a auditoria da dívida”.
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Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência