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Na última quarta (25), o STF condenou, por unanimidade, os irmãos Domingos e João Brazão a 76 anos de prisão pelo planejamento do homicídio da vereadora Marielle Franco, de seu motorista, Anderson Gomes, e da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018.

Além dos irmãos Brazão, o STF também condenou o ex-PM Ronald Paulo Alves, o delegado Rivaldo Barbosa e o ex-assessor do TCE Robson Fonseca, com penas que variam entre 56 e 9 anos de reclusão.

O delegado Rivaldo Barbosa foi absolvido da acusação de homicídio e condenado pelos crimes de obstrução à justiça e corrupção passiva, por ter tentado prejudicar as investigações. Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil um dia antes do crime, indicado pelo general Walter Braga Netto, que viria a ser ministro de Bolsonaro, e posteriormente condenado a 26 anos de prisão pela trama golpista.

A ministra Cármen Lúcia destacou o caráter misógino do crime.“Quantas Marielles o Brasil permitirá que sejam assassinadas até que se ressuscite a ideia de justiça nesta pátria de tantas indignidades?”, perguntou.

A decisão põe fim a quase oito anos de luta por justiça a esse crime bárbaro, que chocou o Brasil e o mundo.

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