Em Assembleia Geral, categoria elege delegação que vai representar a Bahia na Plenária Nacional, em junho
Em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (25), servidores elegeram a delegação da Bahia para a Plenária Nacional da Fenajufe, que este ano acontece em Salvador. Com ampla participação presencial e online, a base compôs chapa única com a diretoria do Sindjufe-BA e apresentou a tese “Uma só categoria: uma só luta”. O texto, assinado por 81 trabalhadores, foi aprovado como contribuição para um novo debate, que deve ocorrer antes da Plenária, prevista para junho.
A mesa, formada por Denise Carneiro e Sandro Sales, abriu a Assembleia com informes sobre carreira. Denise relembrou o debate do último sábado (21), quando foi apresentada a Resolução 61, aprovada na Plenária de Belém, que trata do ciclo de gestão para analistas e da sobreposição de tabelas para técnicos, hoje com propostas alternativas. “A Bahia sempre respeitou as deliberações da base. Não cabe ao sindicato relativizar decisões coletivas”, afirmou. Em seguida, Sandro destacou o peso da Plenária Nacional: “Ou a gente constrói unidade, ou não conquista nada”.
A Assembleia ocorreu após debate sobre penduricalhos, orçamento do Judiciário e carreira e no “dia do constrangimento”, como vem sendo chamado o julgamento no STF dos adicionais incorporados ao contraqueque da magistratura que ultrapassam o teto previsto na Constituição. Todos esses temas também estão na tese da chapa.
O ex-dirigente Cristiano Matsumoto fez a leitura do documento, que denuncia o desmonte do serviço público, o privilégio da magistratura e defende a reestruturação das carreiras com respeito às deliberações da Bahia. “A nossa representação não é concessão, é fruto de luta política e atuação constante, e não aceitaremos que seja retirada por decisões que desconsideram a base”.
Categoria defende representatividade da Bahia na Fenajufe
Após a leitura da tese, o servidor Cristiano Cabral apresentou questão de ordem e sugeriu a realização de uma segunda Plenária Preparatória à Plenária Nacional. Ele ponderou que, diante da diversidade de coletivos, uma tese única pode gerar muitas emendas e alongar os debates, lembrando que sua apresentação não é obrigatória. A proposta foi acolhida como contribuição, com indicativo de construção de uma “Carta da Bahia”. A mesa concordou com o encaminhamento, e o novo debate ainda não tem data definida.
Na assembleia, diversas falas saíram em defesa do mandato de Denise Carneiro, representante da Bahia na Fenajufe. A dirigente vem sendo questionada após sua abstenção no Fórum de Carreira, quando cumpriu decisões da base. Essas deliberações foram aprovadas em âmbito local e nacional, na assembleia de 3 de julho de 2025, último dia da greve na Bahia, realizada em defesa da reestruturação das carreiras.
Sandro criticou o que classificou como perseguição política e reafirmou o apoio à representação baiana: “Jamais abriríamos mão da defesa do que a base deliberou”. Na mesma linha, o servidor Cristiano Matsumoto destacou que o Fórum de Carreiras não tem caráter deliberativo e que a Bahia não aceitará a perda do mandato. Já o dirigente Sérgio Liberato considerou a ameaça “inadmissível” e um ataque a um “mandato de luta”.
Ao final da Assembleia, foram eleitos seis delegados(as) e três observadores: Denise Carneiro, Sandro Sales, Micheline Times, Conceição Moraes, Cristiano Matsumoto e Juvenal Jr. Como observadores, estarão Antonio Walker, Benedita Noeme e Cristiano Cabral. A lista, no entanto, não é fechada e pode sofrer alterações.