Em Assembleia Geral, categoria aprova atuação na campanha pelo voto em Lula e estado de mobilização na Justiça Federal
Servidoras e servidores do Poder Judiciário da União na Bahia aprovaram nesta quinta-feira (15) a resolução da diretoria do Sindjufe-BA para atuar na campanha pelo voto em Lula no segundo turno das eleições gerais. Sem contribuição financeira, o Sindicato vai colocar sua estrutura a serviço da luta dos trabalhadores. A decisão inclui atos públicos, panfletagens e publicações nas redes sociais. A primeira mobilização coletiva será neste sábado (17), às 9h, na Caminhada em Defesa da Democracia e do Serviço Público, no Campo Grande. A Assembleia também aprovou estado de mobilização diante do déficit de R$ 266 milhões na Justiça Federal.
A decisão foi tomada na sede do Sindjufe-BA, com participação remota pelo Zoom. Denise Carneiro e Sandro Sales, dirigentes do Sindicato, conduziram os trabalhos. Sandro lembrou que a diretoria já havia declarado apoio à candidatura de Lula, mas somente a Assembleia poderia estender esse posicionamento à categoria. Para ele, o Brasil vive uma “encruzilhada histórica”. “Estamos aqui para defender serviços públicos para todas as pessoas e uma Justiça do Trabalho que garanta direitos”, afirmou.
A dirigente Micheline Times leu a resolução sobre os riscos de um eventual governo do candidato da extrema-direita. “O que está posto agora é optar não entre direita ou esquerda, mas entre quem defenderá a democracia, a soberania e as políticas públicas e permitirá nossa mobilização, ou quem representa o autoritarismo, a violência e a coação como regra”.
Nas ruas e nas redes
Não houve manifestações contrárias à proposta. Conceição Moraes destacou que “o que está em discussão é a própria existência do serviço público”. Cristiano Cabral defendeu a autonomia sindical diante de qualquer governo e propôs encaminhar a decisão à Fenajufe e aos demais sindicatos do país.
Dóris Fernandes defendeu o diálogo com eleitores indecisos e pessoas que não votaram no primeiro turno. Selma Coelho reforçou o contato direto com os trabalhadores. O dirigente Gesner Braga destacou a força dos atos também nas redes sociais. Um vídeo de mobilização no TRT5 publicado em seu Instagram pessoal ultrapassou 32 mil visualizações, embora tenha pouco mais de 200 seguidores. “Os vídeos de atos públicos realmente geram bastante retorno”, afirmou.
Ex-dirigente do Sindjufe-BA, Cristiano Matsumoto lembrou que a missão do Sindicato é contribuir para uma sociedade mais justa, participar da vida política do país e defender os interesses da categoria. “Vamos atrás de cada pessoa indecisa, cada trabalhador e trabalhadora que perdeu a esperança e deixou de votar”. Walter Gomes alertou para os impactos econômicos das propostas de Flávio Bolsonaro e defendeu ampliar o diálogo com servidores, candidatos a concursos públicos e aposentados.
O deputado estadual Hilton Coelho, servidor do TRT5 e filiado ao Sindjufe-BA, esteve na sede do sindicato, onde defendeu que “neste momento, não tem espaço para meio-termo”. Denise Carneiro ressaltou a independência histórica do Sindjufe-BA e a necessidade de continuar nas ruas para defender direitos, inclusive o de votar. Luciana Liberato convocou os colegas para o ato unificado deste sábado, organizado pelo Fórum Baiano em Defesa do Serviço Público, com a participação de sindicatos, estudantes e movimentos sociais . “Temos que conversar com os trabalhadores durante o ato e levar essas conversas às redes do Sindicato”.
Estado de mobilização
O terceiro ponto da pauta, sobre a situação salarial na Justiça Federal, teve o debate suspenso para permitir a participação dos presentes no ato em defesa da democracia, na Reitoria da UFBA. Ainda assim, a categoria aprovou estado de mobilização permanente diante do déficit de R$ 266 milhões. Na segunda (19), Denise Carneiro acompanhará a sessão do CJF em Brasília e o Sindicato deve chamar setorial. “Não aceitamos que servidores paguem a conta dos penduricalhos da magistratura”, disse a dirigente.
No TRE-BA, outra setorial discutirá as horas extras no teletrabalho por questões de saúde, o retorno da jornada de seis horas após as eleições e o aumento de mais de 40% no plano de saúde, contra o qual o Sindicato prepara ação judicial.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência