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É PELA VIDA DAS MULHERES!

No Dia Internacional de Luta das Mulheres, o Sindjufe BA foi às ruas ao lado de sindicatos e movimentos sociais na marcha Mulheres Vivas, em Luta e Sem Medo. O ato aconteceu em diversas cidades do Brasil e, em Salvador, seguiu do Cristo ao Farol da Barra, reunindo manifestantes em defesa da vida das mulheres e contra todas as formas de violência.

A mobilização teve como pauta principal o enfrentamento ao feminicídio, que no Brasil alcançou os maiores índices dos últimos dez anos, resultado de uma violência estrutural e também atravessada por racismo, LGBTfobia, transfobia e assédio. “As mulheres estão morrendo e isso exige luta para impedir! Quem se omitir estará sendo conivente, mesmo sem querer, com os abusadores e assassinos!” afirmou a dirigente Denise Carneiro. O dirigente Sandro Sales destacou a importância da participação masculina na mobilização: “É preciso que os homens estejam nas ruas denunciando o feminicídio, afinal somos nós, homens que as matamos todos os dias!”.

Durante a marcha, cartazes e faixas expuseram a violência de gênero com mensagens como “parem de nos matar” e “se fosse exceção não seria estatística”. A servidora Dóris Fernandes distribuiu adesivos com a frase “o silêncio mata” e participou do ato com a boca coberta por um deles, gesto repetido por outros colegas e pelo vereador Hamilton Assis, que marchou junto com o Sindjufe-BA. Também houve manifestações de solidariedade às meninas e mulheres iranianas e palestinas, lembrando que a luta pelos direitos das mulheres é internacional. O ato também trouxe outras pautas, como o fim da escala 6×1, críticas à dosimetria e a defesa da tarifa zero, mostrando que essas lutas também têm relação com as desigualdades de classe.

O ato deste domingo integra um mês de mobilizações dedicadas às lutas das mulheres. Como parte dessa agenda, o Sindjufe-BA realiza nesta quarta (11), às 18 horas, a live “Emancipação civil e política para enfrentar as violências contra as mulheres no Brasil”. O evento acontece na TV Sindjufe-BA, canal do Sindicato no Youtube, com a participação de Zilmar Alverita, pesquisadora do NEIM UFBA, Janiere Portela, servidora do TRE-BA e formadora de lideranças femininas, Sandro Sales, psicólogo e dirigente do Sindjufe-BA, e Gesner Braga, servidor da Justiça Federal, jornalista e ator. A mediação será da historiadora e dirigente Denise Carneiro.

No dia da live, a Comissão de Direitos Humanos do Senado deve votar o projeto de lei 896/2023, que criminaliza a misoginia e a equipara ao racismo, com penas de dois a cinco anos de prisão e multa. Esse debate ganha ainda mais relevância diante da disseminação, nas redes, de grupos como red pill e incel, comunidades que difundem a ideia de superioridade masculina e ódio às mulheres.

É urgente lutar contra tudo isso! Filie-se!

Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência

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