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28 de janeiro: Ainda há muito que se fazer!
30/01/2019

 

                                     

Dia 28 de janeiro é o Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo. A data foi escolhida em homenagem aos Auditores-Fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e ao motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados quando investigavam denúncias de trabalho escravo em Unaí (MG).  Vale dizer que os mandantes de tal crime até hoje não sofreram as consequências penais do horrível crime que protagonizaram, estando ainda livres.

Quando se ouve falar de escravidão, para muitos de nós o que vem à mente é a imagem dos navios negreiros, trazendo em seus porões africanos negros amontoados, obrigados a trabalhar até a exaustão, maltratados, e agredidos, tendo que conviver com a morte dia após dia, como tão bem retratado no poema de Castro Alves. Entretanto, apesar desse cenário parecer distante e, com todos os anos passados, a mentalidade escravocrata existe até hoje, mesmo que esta prática tenha sido juridicamente banida. E a crueldade da sua repetição se manifesta nos dias de hoje, através de inúmeras situações claramente caracterizadas como trabalho escravo.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se que ainda existem pelo menos 27 milhões de escravos e escravas em todo o mundo. No Brasil, cerca de 70% dos resgates de trabalhadores ocorreram em atividades rurais. Os dados mais alarmantes referem-se à pecuária, café e madeira. Extrativismo vegetal e carvão vêm logo em seguida, conforme dados oficiais reunidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).  

Que esta data de 28 de janeiro, alusiva à memória dos bravos auditores-fiscais e do motorista assassinados, bem como à luta contra esta forma perversa de exploração do trabalho humano, possa estimular o despertamento da consciência cidadã de agir. Que cada um de nós, dentro de nossas possibilidades, possamos contribuir para a efetivação de mudanças estruturais na nossa sociedade, proporcionando uma melhor distribuição de renda e oferta de empregos dignos, em prol da erradicação do trabalho escravo.

 

Imprensa SINDJUFE-BA



 
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