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Manifesto e ato vão lançar Frente Contra Intervenção Federal Militar no RJ
14/03/2018

 

Frente reunirá dezenas de organizações da sociedade civil

Manifesto e ato público lançam a Frente Contra a Intervenção Militar Federal no Estado do Rio de Janeiro. A constituição da frente busca aglutinar movimentos e organizações civis que vêm se posicionando criticamente com relação ao decreto do presidente Michel Temer, que determina a intervenção federal militarizada na área de segurança do estado do Rio.

As críticas partem também de pesquisadores da área – que em geral atuam nos centros e núcleos de estudos das universidades federais e estaduais – que veem na medida do governo pouco lastro com uma política pública capaz de conter os índices de violência, desarticular o crime organizado e garantir a segurança da população. “Essa intervenção não possui o escopo de uma política pública para a área de segurança”, afirma o sociólogo Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Na UFRJ, aliás, está instalado um núcleo de monitoramento das ações militares no Rio, com a participação de docentes e pesquisadores de diversas áreas dentro da instituição. A proposta foi alinhavada na reunião aberta realizada na primeira semana de março na universidade. “Precisamos agora reunir os diversos movimentos e iniciativas que se multiplicaram no Rio críticas à intervenção com o uso das Forças Armadas”, defendeu o professor Roberto Leher, reitor da UFRJ, que participará do lançamento da Frente Contra a Intervenção.

Dezenas de entidades convocam a atividade de lançamento da frente, que ocorrerá na noite desta terça no auditório 11 da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O manifesto que também está sendo lançado ressalta que não foram poucos os investimentos, inclusive com operações e ocupações do Exército, realizados no Rio ao longo dos últimos anos por conta dos megaeventos – todos com resultados pífios u efêmeros, à custa de muito dinheiro público.

"Ao longo das duas últimas décadas, com o argumento de proteger turistas e garantir a ordem na realização de megaeventos como o Sul Americano, a Copa e as Olimpíadas, o expediente de colocar o Exército nas ruas deixou como saldo o terror e sangue de trabalhadores no chão desta cidade, além de gastos milionários, que poderiam ter sido empregados em saúde, educação integral, lazer, equipamentos culturais", diz trecho do documento.

 

Hélcio Duarte Filho

Luta Fenajufe



 
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