Scroll Top

HOME

LAVA JATO ROMPEU UM SISTEMA-MODELO POLÍTICO CORRUPTO QUE SE REVEZAVA NO PODER DESDE 1988
26/10/2018

 

A República Federativa do Brasil estabeleceu em 1988 um sistema constitucional de tripartição de poderes, com autonomia e independência, tendo como primado a harmonia entre os poderes. São poderes da União o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, responsáveis pelas decisões no País, que atingem toda a coletividade, devendo estar próximo desta. Ocorre que, articuladamente, mantém-se unidos numa finalidade política e jurídica de adestramento coletivo, pela guarida da impunidade e, consequentemente, a perda de legitimidade de representação e de poder, prevalecendo interesses pessoais e corporativos. Esse modelo contribui para a formação de castas, oligarquias e fomenta a busca da dilapidação dos recursos públicos, os quais deveriam ser destinados à coletividade, na diminuição das desigualdades. 

 

O Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte de justiça do Brasil, fundamenta seus julgamentos em argumentos jurídicos construídos em função de interesses estritamente políticos. O direito, em si mesmo, é mero coadjuvantr. Assim, o STF, que é o Tribunal que deveria ser o alicerce da sociedade para corrigir as falhas nefastas das estruturas de poder, vem andando em total alinhamento com a impunidade e favorecendo a articulação da corrupção.

 

A operação Lava Jato, conduzida pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e pelo Juiz Sérgio Moro, em Curitiba; pelo Juiz Federal Bretas, no Rio de janeiro, tem se consolidado como única alternativa visível de um ponto de ruptura fora da curva capaz de descortinar o véu da corrupção dos Partidos Políticos, de seus agentes, do Poder Judiciário, não ficando pedra sobre pedra, para extrair o carcinoma em estágio terminal que, a cada governo, agrava a desigualdade e a violência social.

 

O sistema político no Brasil estava consolidado, Partidos de Direita, Partidos de Esquerda, partidos de centro, alternando-se no poder, PT – PSDB, dissimuladamente, com a maioria condicionada a sugar da máquina pública, em percentual de até 3% sobre os contratos de empresas com a administração pública. Tudo isso com o entrelaçamento de favores recíprocos entre os poderes. De tudo que se arrecada de impostos no Brasil, 20% (vinte por cento) cai no ralo da corrupção. Além disso, da estimada carga tributária de, aproximadamente, 38% do PIB, não corresponde ao efetivamente arrecadado. Estima-se que, somente os 100 maiores devedores de tributos, no Brasil, alcançam a cifra de meio trilhão de reais!

 

O Ponto fora da curva da operação lava jato não traz consigo a estrutura do Poder Judiciário, do Ministério Público, mas a atuação individual de autoridades constituídas com a missão de cumprir seu mister, com o louvor de representar uma sociedade coletiva que paga impostos, seus subsídios e merece o respeito e a dedicação no exercício da função.

 

Os principais membros responsáveis por esta ruptura do sistema político - impregnado no núcleo central da raiz da administração pública - constituem-se, na Operação Lava Jato, no Juiz Federal Sérgio Moro, do Procurador da República Deltan Dallagnol e sua equipe, Delegados da Polícia Federal, investigadores, todos sediados em Curitiba, com as ramificações pertinentes no Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Não se trata de um poder constituído em sua inteireza, mas de pessoas individualmente protagonistas da história recente, que faz o marco temporal entre a podridão política e a chance de um novo renascimento, em que surgem esperanças de um Brasil melhor.

 

A certeza que tenho é que aqueles que se colocam contra a Operação Lava Jato, desqualificando o Juiz Sérgio Moro, o Procurador da República Deltan Dallagnol, a Polícia Federal, e as autoridades constituídas pelo Regime democrático, porque querem a manutenção e o retorno de um sistema Político podre, falido, corrupto, antigo, comandado por caciques da velha política, como Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor de melo, Jader Barbalho, Eduardo Braga, Iris Rezende, Paulo Maluf, os quais destruíram o sonho de milhares de brasileiros. 

 

A sociedade não pode abrir mão dessa chance que foi colocada a sua disposição, de ruptura de um sistema político do crime organizado na administração pública, para renovar seus agentes políticos em 2018, e não compactuar com a corrupção e a apropriação do dinheiro público. A operação Lava Jato abriu um novo caminho, longe da polarização PT – PSDB, um nascer de novo, um renascer das cinzas, em busca de um futuro mais próspero para toda a sociedade brasileira.

 

Nota do SINDJUFE-BA

Os artigos assinados não correspondem, necessariamente, à posição da Entidade.