Aprovação da Reforma Trabalhista representa um dos maiores retrocessos na história do País

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Com 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção, a Reforma Trabalhista – uma das reformas mais cruéis e devastadoras contra os direitos da classe trabalhadora - foi aprovada na noite da última terça-feira (11), pelos aliados do governo Temer. Com a aprovação desta reforma, direitos trabalhistas conquistados ao longo da história do País sofre um dos maiores cortes e retrocessos já vistos desde a criação da Constituição das Leis do Trabalho (CLT) de 1943. A proposta além de por fim a CLT, afeta os serviços prestados pela Justiça Trabalhista, além de tornar ainda mais difícil o acesso dos trabalhadores ao órgão.


Durante todo o dia, a resistência dos trabalhadores e alguns parlamentares em Brasília foi intensa contra a votação da Reforma. Dirigentes e representantes de diversos sindicatos e outros/as trabalhadores/as que conseguiram ingressar no senado sofreram com a arbitrariedade de impedir acesso aos cidadãos em uma casa que deveria ser “do povo” além de restrições absurdas como: corte de energia, ar condicionado, água e direito ao banheiro. Registros de truculência por parte da polícia legislativa também foram relatados, como forma de pressão para evacuação e retirada dos que adentraram.


Mesmo com toda a pressão, a resistência das senadoras Gleisi Hoffmann (PT), Vanessa Grazziotin (PCdoB), Fátima Bezerra (PT) e Lídice da Mata (PSB) foi histórica. As senadoras conseguiram, por mais de seis horas, impedir a votação da Reforma. Contudo, isso não foi suficiente para barrar a aprovação da declarada e definitiva volta ao regresso do País. 


Mas a luta continua. O SINDJUFE-BA vem trabalhando nesse ataque há muito tempo e também esteve em Brasília na delegação de sindicatos buscando impedir esse duro ataque aos trabalhadores/as brasileiros/as. O sindicato não desistirá de reverter essa lei preservando também os servidores do TRT.


Senadores baianos que votaram na Reforma Trabalhista


Confira abaixo, documento com nomes de todos os senadores que votaram CONTRA você, CONTRA os seus direitos e CONTRA a democracia de forma inconstitucional e arbitrária, favorecendo apenas aos grandes empresários que não precisam da CLT, pois ocupam o lugar de empregador e não de empregado. Entre os senadores baianos estavam Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB) que votaram NÃO para a reforma e o político Roberto Muniz que votou SIM para a reforma que precariza as condições e relações de trabalho.


Baixe o documento aqui

 

Lídice da Mata  (PSB) –  "Não" para a Reforma Trabalhista.

Otto Alencar (PSD) – “Não" para a Reforma Trabalhista.

Roberto Muniz (PP) – “Sim” para a Reforma Trabalhista.

 

 

 

 

Taiana Laiz

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